No café Barraquinha, o senhor José Maria Eça de Queirós costumava vir tomar café...
Muito provavelmente alguns dos seus poemas foram inspirados pelos incríveis pôr-do-sol que se podem avistar deste pequenino e confortável café em frente ao mar.
Infelizmente, devido à falta (de algum tipo) de licença camarária, este café vai ser destruído nos próximos tempos, sendo outro construído em lugar deste num local a apenas algumas dezenas de metros...
Para ser honesto, já vi as obras do novo local e acho que este "mítico" café vai perder toda a misticidade...
Aliás, para ser honesto, mesmo que o novo local estivesse ao nível deste, eu não acho piada nenhuma em destruir algo que para a região faz, simplesmente, parte do património.
Café Barraquinha, Esplanada Fernando Ermida, Praia da Granja, Portugal.
Olá meu caro!!
ResponderEliminarApós umas buscas na net acerca do meu bar, foi com uma enorme satisfação que vi o teu comentário! (perdoa-me o abuso!) Realmente o meu bar é um lugar místico feito pelas pessoas que por cá passavam, aliás podes acrescentar ainda que este bar passou de gerações em gerações, encontrando-se na 3ª! Lutei com todos argumentos possíveis e imaginários para tentar manter a "nossa" Barraquinha, contudo, devido à inteligência bacoca de alguns dos nossos autarcas e principalmente engenheiros do ambiente, o meu bar deveria ser demolido devido a "mau enquadramento paisagístico!" Não foi por falta de licenças ou por qualquer outro motivo de força maior! Infelizmente estes intelectuais contemporâneos são assim e não percebem o lado encantador que esta casa trazia consigo todos os dias que abria ao público e que tu por exemplo aqui demonstraste! Gostava de deixar o apontamento e rectificação, de forma a saberes que mais do que alguém no mundo a minha familia tudo fez para que a nossa (também tua!) Barraquinha não desaparecesse, pois é uma grande parte de mim que também morre com ela!
Um abraço e tudo de bom para ti, agradecendo o teu apontamento
O amigo
Eduardo Fernandes